A estreia em Portugal do espetáculo "O Campo de Chão Bom", acontece este sábado, 12 de fevereiro, às 21h00, na sala multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Grândola, em Setúbal.
A peça foca-se na segunda fase da história do Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, quando foi reaberto em 1961 com o nome de “Campo de Trabalho de Chão Bom”, hoje Museu da Resistência. Para o interpretar subirão ao palco artistas cabo-verdianos, portugueses, guineenses e angolanos, num registo que envolve vários géneros artísticos, desde a música ao vivo, à dança, teatro, poesia, artes circenses e vídeo. Reponde pela autoria do texto Paula Torres de Carvalho, jornalista de ascendência cabo-verdiana.
O texto inspira-se na obra 'O Diabo foi meu Padeiro' do escritor, músico e antigo ministro da Cultura de Cabo Verde Mário Lúcio, que terá uma participação especial na peça. O livro descreve o inferno que foi o Campo de Concentração do Tarrafal, a partir de 1936 (Decreto-lei 26 539, Diário do Governo de 23 de abril), data do seu estabelecimento na ilha de Santiago, e a forma como eram tratados os presos políticos - opositores portugueses, inicialmente - para aí transportados por se oporem ao regime colonialista da ditadura do Estado Novo.
Classificado pelo Governo de Cabo Verde como Património Cultural Nacional em 2016, o Campo de Concentração do Tarrafal integra, atualmente, a lista indicativa de Cabo Verde à UNESCO.
Espetáculo "O Campo de Chão Bom"
Filomena Paris
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